quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Leitura sempre!

No site www.sejaetico.com.br encontrei esta matéria muito interessante e mesmo que as ideias e soluções não sejam tão difíceis de se imaginar, escrever em blog exige, por vezes, respaldo profissional. Grifei pontos principais do texto, assim como marco em minhas revistas e creio que Dr. Luiz não se importará. (risos)

Eu já discuti bastante sobre os livros de Paulo Coelho, por exemplo, que são livros considerados ruins por uma grande maioria adulta. Acredito que é muito melhor que alunos que não tenham hábito da leitura, nem interesse, venham para o “mundo da leitura” por meio de livros de auto-ajuda, da saga Crepúsculo ou ainda Herry Potter,do que não despertarem para o gosto da leitura.
A leitura expande nossa maneira de ver o mundo e de nos inserirmos nele. Aumenta nossa capacidade de interação com os outros. Pra não ser extremista, a leitura salva.
Há nas redes sociais, comunidades onde se faz discussão de livros mensais e há desafios de leitura que promovem o debate e incentivo.
Comecei a ler por minha mãe e irmão. Havia uma estante de livros em casa e eu achava tudo tão misterioso. Como dentro de um livro poderia haver tantas personagens e histórias e imagens e aprendizado? A descoberta foi surpreendente!
Há um crescimento desde 2007 no número de leitores no país e fico muito otimista com isso.
Há várias livrarias virtuais com frete gratuito inclusive, gosto de comprar na livraria Travessa: www.travessa.com.br


Leiam e comentem #recomendo o exercício!



É possível ensinar um filho a gostar de ler?

Dr. Luiz Celso Castro de Toledo

Psicólogo, mestre e doutor pelo Departamento de Psicologia Social da Universidade de São Paulo
Especialista em psicoterapia, orientação profissional (ambos pela USP) e terapia familiar (Instituto Familiae)

Recentemente conversei com um pai (podemos chamá-lo de Antônio) que me questionou sobre como ele poderia ajudar a filha a criar o hábito e, mais importante, o gosto por livros. A preocupação é pertinente. Se uma pessoa se habitua a ler precocemente, é muito provável que esse interesse permaneça ou cresça com o passar dos anos. A questão é: como uma pessoa que lê por obrigação se torna alguém que lê por prazer?
A carência de leitores no Brasil é preocupante e não me refiro apenas a crianças e adolescentes. Uma pesquisa extensa chamada “Retratos da leitura no Brasil”¹ nos forneceu algumas informações a esse respeito. Realizada pelo Ibope Inteligência no fim de 2007 em mais de 300 municípios, a pesquisa foi divulgada no ano passado pelo Instituto Pró-Livro. Ela indicava, entre outras coisas, que 45% dos brasileiros não têm o costume de ler. Assistir à televisão, ouvir música e descansar, entre outras opções, foram citados como hábitos muito mais frequentes do que o da leitura. Uma das responsáveis pela pesquisa chegou a afirmar que, mais do que a dificuldade de acesso, o preço dos livros ou a falta de tempo, o principal fator a ser considerado para explicar os baixos índices de leitura no país seria, pura e simplesmente, o desinteresse. Triste, não? Ainda assim me surpreendi, confesso que imaginava que a porcentagem de brasileiros sem hábito de leitura seria maior do que 45%. A explicação para isso, fui entender depois, está no fato de os pesquisadores terem incluído as leituras realizadas nas escolas nos cálculos do trabalho. Os índices são bem diferentes (e muito mais alarmantes) quando excluímos as leituras escolares obrigatórias. A quantidade média de livros lidos anualmente por nós, brasileiros, de forma espontânea, por prazer ou, simplesmente, por curiosidade, é baixíssima, pouco mais de um livro por ano.
Uma das conclusões mais interessantes dos pesquisadores foi a de que as mães costumam ter um papel mais importante nesse assunto do que os professores. Questionados sobre quem seriam as pessoas mais influentes na criação de seu hábito de leitura, 49% dos pesquisados apontaram suas mães e 33% indicaram seus professores. O Antônio tinha boas razões, portanto, quando decidiu me perguntar sobre como poderia ajudar a filha a aprender a gostar de ler. Esse não é um gosto que se adquire apenas frequentando a escola — a família exerce uma enorme influência (positiva ou negativa) no surgimento de novos leitores. Jovens e crianças que gostam de livros, geralmente, têm pais que também são leitores, que os incentivam, possuem livros e revistas em casa e que conversam sobre o que leram. Ou seja, são filhos de famílias que dão valor à leitura, fazendo dela parte de seu cotidiano. É desse modo (facilitando o acesso, conversando a respeito e cultivando o nosso gosto pela leitura) que estimulamos a paixão de nossos filhos por livros. Afinal, não é assim que fazemos com outros temas, como futebol ou novelas? E para os que duvidam que as crianças e jovens contemporâneos possam se tornar leitores entusiasmados, recomendo que se recordem das notícias veiculadas pela grande imprensa a respeito dos lançamentos recentes dos livros das séries “Harry Potter” e “Crepúsculo”. Esses e outros foram lançados com filas de jovens e crianças brasileiras em portas de livrarias.
“Mas esses não são os livros que eu gostaria que minha filha lesse” — retrucou o Antônio. Entendo, mas não podemos esperar que ela se apaixone por livros clássicos antes de ler muitas revistas em quadrinhos e best-sellers para crianças. Primeiramente adquirimos o gosto por algo, como a música, depois aprendemos a diferenciar o que é descartável do que é arte.
Existem muitas maneiras de ajudar a transformar a leitura de nossos filhos em um hábito prazeroso. E nós, pais, somos os principais responsáveis por essa tarefa. Boa sorte, Antônio!

¹ A íntegra dessa pesquisa encontra-se no endereço: www.prolivro.org.br

No site: http://www.sejaetico.com.br/entre_pais_e_filhos.php há matérias muito interessantes. #BoaLeitura.